Autônomos não conseguem crédito no Programa Move Brasil para renovação de frota

Por Fetrabens | 03 de março de 2026

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Em menos de dois meses de operação, o Programa Move Brasil, do Governo Federal, já liberou mais de R$ 4 bilhões em créditos para aquisição de caminhões, com taxas de juros abaixo dos praticados no mercado.

 

No entanto, os números para os caminhoneiros autônomos são bastante baixos.

 

O último relatório divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na quarta-feira, 25 de fevereiro, mostravam que foram feitas 3.318 operações, que permitiram a aquisição de 5,8 mil caminhões.

 

Com valor médio de R$ 1,1 milhão por operação, para as empresas, já se totalizam 3.126 negócios, sendo 94,2% do total.

 

Para os caminhoneiros autônomos, o número é de apenas 192 operações, com R$ 90 milhões liberados. Com isso, o valor médio das operações é de R$ 468,7 mil. Isso equivale a 5,8% das 3.318 operações.

 

Chegando na metade dos recursos totais, de R$ 10 bilhões, o programa tem uma fatia considerável para os caminhoneiros autônomos, de R$ 1 bilhão, ou 10% do total, mas os dados divulgados até agora mostram que esses profissionais não estão conseguindo o acesso ao crédito na mesma velocidade que as empresas de transporte.

 

O programa segue até o final de maio, sendo que o montante de recursos é de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões do Tesouro Nacional e mais R$ 4 bilhões captados pelo BNDES.

 

De acordo com o BNDES, as operações deverão ser contratadas com os clientes finais até o dia 25 de maio.

 

Governo Federal quer fundo permanente para renovar frota de caminhões
 

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que o governo trabalha para estruturar um fundo permanente de renovação de frota, com participação da Petrobras e do BNDES, para garantir a equalização contínua das taxas de juros no financiamento de caminhões. Segundo ele, o programa Mover já contratou R$ 4,2 bilhões até a última sexta-feira (27/02) e ainda dispõe de mais da metade dos recursos previstos, de R$ 10 bilhões.

 

O vice-presidente explicou que o objetivo é criar um fundo capaz de sustentar juros mais baixos de forma estrutural. "Nós estamos trabalhando com a Petrobras para ver a criação de um fundo com a Petrobras e o BNDES. Nós precisamos de um fundo de recursos para equalizar a taxa de juros de forma permanente", afirmou.

 

Fontes: Blog do Caminhoneiro e Terra

 



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