Dirigir de madrugada triplica o risco de acidentes graves

Por Fetrabens | 04 de março de 2026

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Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Mauá de Tecnologia, da Universidade de Swansea (Reino Unido) e da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), mostra que dirigir durante a madrugada aumenta significativamente o risco de acidentes graves nas rodovias brasileiras.

 

A análise de dados mostra que a probabilidade de ocorrência desses acidentes entre 2h e 4h da manhã é até 3,5 vezes maior em comparação com o período diurno.

 

Para se chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram dados de acidentes registrados pela Polícia Rodoviária Federal em rodovias federais brasileiras. O estudo foi publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research.

 

A professora Claudia Moreno, do Departamento de Saúde e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública da USP, é uma das autoras do estudo e destacou que a sonolência é o principal fator associado ao aumento do risco de acidentes no período noturno.

 

Segundo a pesquisadora, dirigir com sono pode ser comparável, em termos de risco, a dirigir sob efeito de álcool.

 

“Existe uma preferência pelas viagens noturnas porque é a hora em que há menos fluxo. Os caminhoneiros viajam mais rápido e gastam menos combustível”, afirmou Claudia Moreno. No entanto, ela alerta que essa escolha traz consequências importantes para a segurança viária. “Precisamos ter uma política pública específica para isso; temos que ter mais áreas de descanso nas estradas, áreas seguras. Atualmente, temos paradas em média a cada três horas, mas isso não é suficiente.”

 

O estudo chama atenção especialmente para a situação dos motoristas profissionais, como caminhoneiros, que muitas vezes não conseguem escolher seus horários de viagem ou descansar adequadamente. O medo de assaltos e de roubo de carga também contribui para que esses trabalhadores evitem parar para cochilos curtos, mesmo quando estão fatigados.

 

Ao evidenciar a relação entre o horário da condução e o risco de acidentes, os pesquisadores defendem que os resultados devem subsidiar políticas públicas voltadas à segurança no trânsito, incluindo a ampliação de áreas de descanso seguras, campanhas de conscientização sobre os riscos da fadiga e a revisão de práticas no setor de transporte de cargas.

 

Fonte: Blog do Transporte



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